A frase abaixo, publicada na sexta-feira, dia 16, de T.S. Eliot, é das mais bonitas que conheço.
Fala-nos sobre a possibilidade de busca do outro (e o outro pode ser muita “coisa”: a nossa alma gémea, a realização profissional, o desenvolvimento de qualquer projecto, o nosso Eu mais profundo, o Divino, a felicidade, tudo isto, ou nada disto…), do sair para fora de nós – “percorrer muitas estradas”.
Fala-nos sobre a possibilidade de voltarmos ao nosso centro, à nossa alma, àquele local interior onde estamos plenamente à vontade com tudo aquilo que somos – os nossos defeitos, as nossas qualidades, a nossa história pessoal, sonhos, medos, desejos e loucuras – “ voltar para casa”.
E fala-nos, também, sobre o resultado desse “diálogo” entre o exterior e o interior: a possibilidade de renascermos e de olharmos a vida sem preconceitos, sem ideias formatadas ou pré concebidas, deixando o coração perceber e sentir o que se passa – em nós próprios e ao nosso redor – e permitindo que a nossa percepção da vida, dos outros e de nós próprios se renove. Podemos sempre recomeçar, renovando-nos e olhando para a vida sem expectativas, aceitando o que quer que encontremos, e aplicando toda a energia e magia que envolve o início, o começo – “ olhar tudo como se fosse a primeira vez”.
Vejo este processo como um continuum, como um diálogo que dura uma vida.
Nenhum comentário:
Postar um comentário